"Vivemos de perder e abandonar, e de desistir. E mais cedo ou mais tarde, com maior ou menor sofrimento, todos nós compreendemos que a perda é, sem dúvida, “uma condição permanente da vida humana”.
Judith Viorst – Perdas Necessárias
Tendo como pressuposto o texto supra, reconhecemos que perdas são fatos recorrentes na vida de toda e qualquer pessoa, sejam elas de caráter afetivo, social, econômico, intelectual, material...
Com certeza todos nós, um dia, já perdemos algo ou alguém em nossas vidas. E que imensurável vazio e estrago tudo isso deve ter deixado. Nem dá para descrever tamanho rombo em nosso íntimo mais íntimo!
Em se tratando de entidade educacional podemos afirmar que já perdemos inúmeros funcionários e, de forma especial, professores, que nos deixaram quase órfãos! Professores que precisaram mudar para outro município ou Estado, professores que decidiram deixar o magistério para ingressar em outras áreas de trabalho, professores que optaram pelo trabalho doméstico, enfim... Opções, mudanças, nuvens negras e passageiras, queremos acreditar.
Assim aconteceu com as nossas queridas professoras: Juliana Pereira, Loira, Maria Elisa, Juliana Saura, Cléia, Paula entre outras e outros, que um dia também se despediram.
No entanto, pela primeira vez ficamos órfãos de verdade. Órfãos porque uma professora partiu realmente para o além, sem dizer adeus, mas se despedindo...
Deixando muita saudade, Emiliana partiu neste domingo de maio, após cinco meses de convivência em nossa equipe de trabalho educacional.
Sentimos a perda, sofremos e choramos a sua partida.
Porém, quando nos deparamos com os seus cinco infantes do 1º ano, de olhares brilhantes e marejados de lágrimas, e que solicitam apoio, segurança e força, expressando no silencio a falta que faz um ente querido quando se vai... Ah! Nessa hora, Emiliana, o seu semblante nos toca e nos fortalece para falarmos desse tipo de perda que, amalgamado à fantasia característica da idade infantil, tece de variados matizes a realidade dura, nua e crua em que nos mergulhamos.
Por eles, querida Emiliana, criamos coragem e repetimos que você se foi, mas que sua marcante presença permanecerá em cada canto daquela sala de aula, no semblante de cada criança que questiona através do mais singelo e simples olhar o porquê da sua partida.
Lembramos que por muitos e muitos anos, insistentemente, tentamos trazê-la, Emiliana, de volta à sala de aula, mesmo sabendo da sua decisão de encerrar a carreira docente, inclusive queimando todo o seu material pedagógico numa imensa fogueira. Resolvera sepultar um sonho.
Em 2010 conseguimos tê-la de volta conosco. E como você transparecia feliz: organizada, dedicada, estudiosa, lutadora. Não desistia diante dos desafios e perseguia os seus intentos.
Hoje encerramos a sua carreira no magistério, pois você cumpriu, certamente, a sua missão como educador.
Descanse em paz, professora e companheira Emiliana! Nosso carinho, gratidão e eterna saudade!
Equipe da Escola Cooperativa Campos de Holambra
Judith Viorst – Perdas Necessárias
Tendo como pressuposto o texto supra, reconhecemos que perdas são fatos recorrentes na vida de toda e qualquer pessoa, sejam elas de caráter afetivo, social, econômico, intelectual, material...
Com certeza todos nós, um dia, já perdemos algo ou alguém em nossas vidas. E que imensurável vazio e estrago tudo isso deve ter deixado. Nem dá para descrever tamanho rombo em nosso íntimo mais íntimo!
Em se tratando de entidade educacional podemos afirmar que já perdemos inúmeros funcionários e, de forma especial, professores, que nos deixaram quase órfãos! Professores que precisaram mudar para outro município ou Estado, professores que decidiram deixar o magistério para ingressar em outras áreas de trabalho, professores que optaram pelo trabalho doméstico, enfim... Opções, mudanças, nuvens negras e passageiras, queremos acreditar.
Assim aconteceu com as nossas queridas professoras: Juliana Pereira, Loira, Maria Elisa, Juliana Saura, Cléia, Paula entre outras e outros, que um dia também se despediram.
No entanto, pela primeira vez ficamos órfãos de verdade. Órfãos porque uma professora partiu realmente para o além, sem dizer adeus, mas se despedindo...
Deixando muita saudade, Emiliana partiu neste domingo de maio, após cinco meses de convivência em nossa equipe de trabalho educacional.
Sentimos a perda, sofremos e choramos a sua partida.
Porém, quando nos deparamos com os seus cinco infantes do 1º ano, de olhares brilhantes e marejados de lágrimas, e que solicitam apoio, segurança e força, expressando no silencio a falta que faz um ente querido quando se vai... Ah! Nessa hora, Emiliana, o seu semblante nos toca e nos fortalece para falarmos desse tipo de perda que, amalgamado à fantasia característica da idade infantil, tece de variados matizes a realidade dura, nua e crua em que nos mergulhamos.
Por eles, querida Emiliana, criamos coragem e repetimos que você se foi, mas que sua marcante presença permanecerá em cada canto daquela sala de aula, no semblante de cada criança que questiona através do mais singelo e simples olhar o porquê da sua partida.
Lembramos que por muitos e muitos anos, insistentemente, tentamos trazê-la, Emiliana, de volta à sala de aula, mesmo sabendo da sua decisão de encerrar a carreira docente, inclusive queimando todo o seu material pedagógico numa imensa fogueira. Resolvera sepultar um sonho.
Em 2010 conseguimos tê-la de volta conosco. E como você transparecia feliz: organizada, dedicada, estudiosa, lutadora. Não desistia diante dos desafios e perseguia os seus intentos.
Hoje encerramos a sua carreira no magistério, pois você cumpriu, certamente, a sua missão como educador.
Descanse em paz, professora e companheira Emiliana! Nosso carinho, gratidão e eterna saudade!
Equipe da Escola Cooperativa Campos de Holambra
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